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Oi... Eu sou a Andréia, tenho 26 anos e moro em Mandaguari, interior do Paraná. Resolvi iniciar esse blog porque às vezes sinto necessidade de extravasar o que penso e sinto. Sou uma pessoa que procura aprender a cada dia que passa e crescer com cada aprendizado. Gosto de ler, ouvir música, namorar, bater papo, colo de pai e mãe, "brigar" com os meus irmãos... não necessariamente nesta ordem... rssss Espero que vocês gostem do blog e sintam-se à vontade para comentar os posts (pode ser comentários bons ou ruins, o que importa é a interação). Vou me esforçar para postar só coisas interessantes... pelo menos para mim... rssss Beijo da Déia : )


Antes do governo
dizer, eu já
sabia que:
O MELHOR DO BRASIL
É O BRASILEIRO!!!







Histórico:

- 29/08/2004 a 04/09/2004
- 22/08/2004 a 28/08/2004
- 15/08/2004 a 21/08/2004
- 08/08/2004 a 14/08/2004
- 01/08/2004 a 07/08/2004
- 25/07/2004 a 31/07/2004
- 18/07/2004 a 24/07/2004
- 11/07/2004 a 17/07/2004
- 27/06/2004 a 03/07/2004



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Créditos:



 

VIVER NÃO DÓI

(Carlos Drummond de Andrade)

Definitivo como tudo o que é simples, nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer

pelas nossas projeções irrealizadas,

por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,

por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,

por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.

por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para conversar com um amigo, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

    

Não vivamos de forma leviana, mas também não vivamos de forma que a vida passe repleta só de preocupações e rusgas!!!

Bom feriadão para todos vcs!!! Agora e só quarta-feira!!! Descansem, divirtam-se e procurem ser felizes!!!

Beijo da Déia

: )



Escrito por Déia às 09h03
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É estranho como as pessoas vêm e vão na nossa vida. E como algumas nos marcam. Elas chegam, vão tomando conta do nosso coração,nosso pensamento, nosso ser... e vão embora. O que fica é aquele vazio, aquela saudade, aquela vontade de ter a pessoa mais uma vez, mais um pouco...
Mas eu não perco meu tempo com lamentações. Essas pessoas que passam e despertam paixões são muito bem-vindas. É muito gostoso se entregar à paixão, mesmo sabendo que será algo passageiro. É ela que dá sabor à vida...
Eu vivo todas as paixões que a vida me traz com muita intensidade e até agora não me arrependi nenhuma vez. É óbvio que depois vem o sofrimento. É inevitável. Só que uma coisa eu aprendi: o tempo realmente cura tudo. É só esperar...
Então que venham as paixões. Elas são sempre bem-vindas!!!

 



Escrito por Déia às 13h13
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Pôxa gente... mais uma vez fui vítima do preconceito... teve um mocinho aí q tirou o maior sarro de mim por eu estar gordinha!!! Putz!!! Até quando as pessoas vão insistir em só se importar com as aparências? E o q mais me preocupa é q o carinha só tem 20 anos!!! Pois é... 20 anos e já com a mentalidade tão deturpada!!!

O q será das futuras gerações se eles não começarem a se preocupar c a essência das coisas? A beleza é efêmera e passageira... o q importa é o caráter e a personalidade de cada um...

Acho q isso nunca vai mudar mesmo, né?

Mas ainda bem q existem pessoas q sabem dar valor ao q realmente é importante... Ainda bem mesmo!!!

 

Salão de beleza

           (Zeca Baleiro)

se ela se penteia eu não sei

se ela usa maquilagem eu não sei

se aquela mulher é vaidosa eu não sei

eu não sei eu não sei

vem você me dizer que vai a um salão de beleza

fazer permanente massagem rinsagem

reflexo e outras cositas más

baby você não precisa de um salão de beleza

há menos beleza num salão de beleza

a sua beleza é bem maior do que

qualquer beleza de qualquer salão

mundo velho e decadente mundo

ainda não aprendeu a admirar a beleza

a verdadeira beleza

a beleza que põe mesa

e que deita na cama

a beleza de quem come

a beleza de quem ama

a beleza do erro do engano da imperfeição

belle belle como Linda Evangelista

linda linda como Isabelle Adjani

*(veja como vem veja bem

veja como vem vai vai vem

veja bem como vai vem

veja como vai veja bem

veja bem como vem vai vem

se ela vai também)

* citação de "não vá se perder por aí"

(Raphael Villardi e Roberto Loyola)



Escrito por Déia às 16h55
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                                                      Saudade
                                                                                        (Miguel Falabella)
Em alguma outra vida, devemos ter feito algo de muito grave, para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta dói.
Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se ela ainda usa aquela saia.
Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada, se ele tem assistido as aulas de inglês, se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando o MC Donald's, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias.
Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente está sentindo agora, depois que acabou de ler...



Escrito por Déia às 12h16
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POEMA EM LINHA RETA

(Álvaro de Campos – heterônimo de Fernando Pessoa)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;


Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!


E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



Escrito por Déia às 08h39
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