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Oi... Eu sou a Andréia, tenho 26 anos e moro em Mandaguari, interior do Paraná. Resolvi iniciar esse blog porque às vezes sinto necessidade de extravasar o que penso e sinto. Sou uma pessoa que procura aprender a cada dia que passa e crescer com cada aprendizado. Gosto de ler, ouvir música, namorar, bater papo, colo de pai e mãe, "brigar" com os meus irmãos... não necessariamente nesta ordem... rssss Espero que vocês gostem do blog e sintam-se à vontade para comentar os posts (pode ser comentários bons ou ruins, o que importa é a interação). Vou me esforçar para postar só coisas interessantes... pelo menos para mim... rssss Beijo da Déia : )


Antes do governo
dizer, eu já
sabia que:
O MELHOR DO BRASIL
É O BRASILEIRO!!!







Histórico:

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- 08/08/2004 a 14/08/2004
- 01/08/2004 a 07/08/2004
- 25/07/2004 a 31/07/2004
- 18/07/2004 a 24/07/2004
- 11/07/2004 a 17/07/2004
- 27/06/2004 a 03/07/2004



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Créditos:



POEMA EM LINHA RETA

(Álvaro de Campos – heterônimo de Fernando Pessoa)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;


Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!


E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.



Escrito por Déia às 08h39
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Caçador de mim

Por tanto amor, por tanta emoção,

A vida me fez assim:

Doce ou atroz, manso ou feroz,

Eu, caçador de mim.

Preso a canções,

Entregue a paixões que nunca tiveram fim,

Vou-me encontrar longe do meu lugar:

Eu, caçador de mim.

Nada a temer

Senão o correr da luta,

Nada a fazer

Senão esquecer o medo.

Abrir o peito à força,

Numa procura,

Fugir às armadilhas da mata escura.

Longe se vai sonhando demais,

Mas onde se chega assim?

Vou descobrir o que me faz sentir

Eu, caçador de mim.

Letra e música de Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá



Escrito por Déia às 12h00
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